terça-feira, 22 de abril de 2008

And All That Could Have Been.

Acordava curioso, sem muita razão. Eram tantas lembranças, de tanta coisa que não aconteceu que a curosidade, dentro de toda sua improbabilidade, reinava dentro de sua recém desperta mente.Era tanta distância, que o bom senso, em vez de represá-la, nem acreditava na possibilidade. Tentando saciar a curiosidade (e talvez o bom senso), abriu aquela velha caixa, que não abria há muito tempo. Frágil e tenro, dentro daquela caixa surrada e suja, estava aquele frágil traje, um pouco amarrotado, Que de tempos em tempos ele se dava o luxo de vestir. Não, não pense em disfarces ou fantasias, leitor.Era apenas como ele caia, a essa altura. Depois de tantas surras que a caixa levou, e do jeito tão informal que vinha se vestindo, vestí-lo só poderia fazer qualquer um crer que estaria se disfarçando, dissimulando nobreza. Não, não poderia dissimular nobreza.
A enorme distância física reduiziria o detalhado traje a pequenas manchas. Vestia, com tantas adversidades, por acreditar que depois de tanto tempo escolhendo, tendo trocado de trajes tantas vezes, aquele lhe cairia bem por aquela noite. Pelas noites que fosse possível, ele diria. Vestia, porque acreditava que ela merecia ser a pessoa certa pra se tirar esse traje, quando a hora chegasse.

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Espero que saiba que é pra ti. Por todo o amor que uns 800km nos impedem de viver, e que isso deixe de interfirir, ou que eu me convença que estou enganado.

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